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Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas da Aviação Civil

publicado 06/12/2019 10h08, última modificação 12/05/2020 16h47


Imagem: pixabay.com

Com o intuito de fornecer à sociedade dados sobre a evolução das emissões de poluentes atmosféricos e gases de efeito estufa da aviação civil brasileira, bem como servir de insumo para a gestão ambiental do setor, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) elabora o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas da Aviação Civil.

O Inventário apresenta, com base no consumo de combustível, estimativas das emissões de gases de efeito estufa direto (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso), além das emissões de poluentes primários (monóxido de carbono, compostos orgânicos voláteis, óxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e material particulado). Os cálculos são feitos por voo e consideram todas as movimentações com origem ou destino em aeródromos nacionais, exceto aquelas referentes a helicópteros, aeronaves militares e aeronaves agrícolas movidas a etanol.

As estimativas utilizam os métodos Tier 1 e Tier 3a, que são metodologias para o cálculo de emissões com diferentes níveis de detalhamento, definidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change). O método Tier 1 baseia-se apenas no consumo agregado de combustível do setor, sendo utilizado apenas para a estimativa dos gases de efeito estufa diretos. Já o método Tier 3a, mais detalhado, leva em consideração informações sobre a movimentação das aeronaves, tais como aeródromos de origem e destino, tempos de táxi e modelo da aeronave. Esse método é aplicado tanto para se estimar o consumo de combustível quanto as emissões de poluentes atmosféricos e de gases de efeito estufa, permitindo a sua discriminação por fase de voo e tipo de movimentação, doméstica ou internacional.

A principal fonte de informações para uso do método Tier 3a é o Banco de Informações de Movimento de Tráfego Aéreo (BIMTRA) fornecido pelo Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (DECEA), o qual armazena dados de movimentos de aeronaves a partir do ano de 2005. Além disso, são empregadas informações adicionais como fatores de emissão de motores a turbina disponibilizados pela Organização Internacional da Aviação Civil (OACI), e coordenadas geográficas de aeródromos provenientes das bases de dados internas da ANAC.

 

Inventário de Emissões 2019

A edição 2019 do Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas da Aviação Civil trouxe inovações metodologicas e dados mais recentes de movimentações aéreas. Tendo como ano-base o ano de 2018, este foi dividido em duas partes separadas: a metodologia de cálculo e o inventário propriamente dito, com os resultados e as análises. As principais mudanças metodológicas implementadas nesta edição são descritas no Apêndice A do inventário. Confira nos links a seguir:

Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas da Aviação Civil - 2019

Metodologia de Cálculo - Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas da Aviação Civil

 

Fóruns de Atuação

O Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas da Aviação Civil integra a Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, documento que compila estudos para várias atividades e setores da economia no país. Dessa maneira, a ANAC contribui, através da publicação do inventário, para o aumento da transparência e melhoria da qualidade das informações do setor aéreo que compõem a base de dados da Comunicação.

 

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