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CIV Digital

publicado 28/08/2018 10h25, última modificação 28/08/2018 10h25
  • No caso de instrução em voo solo, como se dá o preenchimento do Diário de Bordo?
    • O piloto que realizou o voo solo será o piloto em comando. Portanto, será ele o responsável por assinar os campos do Diário de Bordo conforme responsabilidades atribuídas ao piloto em comando pela Resolução nº 457, de 20 de dezembro de 2017.

      Ressalta-se que o instrutor em solo que tenha supervisionado o voo solo não deverá figurar como tripulante daquele voo. Contudo, no campo “Observações” do Diário de Bordo, poderá ser indicado o nome do instrutor (Exemplo: voo solo sob supervisão do nome do instrutor + número do CANAC do instrutor).

  • Quando um aluno do curso de piloto comercial ou do curso de instrutor de voo estiver voando na função de piloto em comando com um instrutor a bordo na função supervisor, como o instrutor deve registrar este voo no Diário de Bordo em sua CIV?
    • Primeiramente, se for o aluno o piloto em comando, será ele o responsável por assinar o Diário de Bordo, conforme responsabilidades atribuídas ao piloto em comando pela Resolução nº 457, de 20 de dezembro de 2017.

      Uma vez que o instrutor de voo esteja a bordo ocupando um dos postos de pilotagem da aeronave e acompanhando o aluno na função de piloto em comando, ele poderá registrar esse voo em sua CIV como segundo em comando, conforme Diretriz Interpretativa da Superintendência de Segurança Operacional (DI-SPO) 0003, contida na IS nº 00-004.

      Quanto à CIV Digital, o aluno de um curso de Piloto Comercial ou de Instrutor de Voo, ao registrar na CIV Digital um voo que tenha realizado como “piloto em comando”, poderá indicar o CANAC do instrutor de voo que eventualmente estivesse à bordo acompanhando o voo. Tal registro será exibido na CIV Digital do aluno como “Piloto em Comando” e na CIV Digital do Instrutor como “Instrutor-observador”.

      Ressalta-se, contudo, que, conforme Apêndice B.3 da IS 61-001 Rev C, os registros na CIV Digital em que o instrutor figure na função “Instrutor-observador” não constituirão crédito para fins de concessão de licença e/ou habilitação. O motivo desta restrição é que o detentor da habilitação de instrutor de voo somente poderá receber crédito pelas suas instruções quando estiver atuando como instrutor de voo – o que não ocorre quando ele está presente em um voo que já possui um piloto em comando, conforme previsto na seção 61.31(c)2(ii) do RBAC nº 61, abaixo transcrita:

      (ii) o instrutor de voo deve registrar as horas de voo realizadas como piloto em comando o tempo em que estiver atuando como instrutor de voo;

      Por outro lado, uma vez que o instrutor de voo esteja exercendo suas prerrogativas, trata-se necessariamente de um tempo de voo de instrução, conforme define a seção 61.2 do RBAC nº 61“Tempo de instrução em duplo comando significa o tempo de voo durante o qual uma pessoa recebe instrução de voo ministrada por um instrutor de voo devidamente habilitado e qualificado pela ANAC e ocupando um dos postos de pilotagem da aeronave”.

      Nos voos de instrução, o instrutor receberá o crédito das horas de voo porque possui as prerrogativas de piloto em comando elencadas no RBAC nº 01. Veja a definição:  

      Piloto em comando significa uma pessoa que:

      (1) tem a autoridade final e a responsabilidade pela operação e pela segurança do voo;

      (2) foi designada como piloto em comando antes ou durante o voo; e

      (3) é detentora da apropriada habilitação de categoria, classe ou tipo, se aplicável, para a condução do voo

      Dessa forma, se o instrutor registrar na CIV Digital a função “Instrutor Voo”, será considerado que ele era o piloto em comando daquele voo, sendo creditadas horas de voo como “Piloto em Instrução” para o aluno. O instrutor será o responsável por assinar os campos do Diário de Bordo, conforme responsabilidades atribuídas ao piloto em comando pela Resolução nº 457, de 2018,. O aluno, por sua vez, deverá ser indicado no Diário de Bordo como “Piloto em Instrução (I)”, nos termos do inciso I do art. 5º da Resolução nº 457, de 2018

      Caso o aluno registre na CIV Digital a função “Piloto em Comando”, será considerado que o aluno estava no comando daquele voo, exercendo as prerrogativas previstas no RBAC nº 01 e com as responsabilidades previstas nos art. 165 a 173 do Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 – o “CBA”).

      Ademais, o aluno será o responsável por assinar os campos do Diário de Bordo conforme responsabilidades atribuídas ao piloto em comando pela Resolução nº 457, de 2018. Se o instrutor estiver presente a bordo e ocupando um dos postos de pilotagem da aeronave, deverá ser indicado no Diário de Bordo como “Copiloto (O)” e registrar o voo em sua CIV em papel como tal. Quanto a CIV Digital, o aluno (piloto em comando), ao fazer o registro do voo, indicará o CANAC do instrutor (instrutor-observador) que o acompanhou durante o voo.

  • O voo de proficiência é considerado voo de instrução ou voo como piloto em comando na CIV digital?
    • A CIV Digital deve possuir exata correspondência com o que consta no Diário de Bordo. Dessa forma, o piloto em comando no exame de proficiência deverá, necessariamente, perfazer os requisitos regulamentares (ou seja: possuir habilitação válida, experiência recente e CMA válido, etc.). Assim, o piloto em comando poderá ser o próprio candidato (no caso de revalidação de habilitação), o examinador ou, ainda, um safety pilot.

      Já nos voos relativos à concessão de habilitação, o candidato não poderá ser o piloto em comando. Neste caso, o examinador deverá lançar o voo como “Instrutor voo” e especificar, no campo observação, as seguintes informações: “Voo cheque (licença/habilitação) + nome do candidato + CANAC do candidato”. Este voo será automaticamente replicado na CIV Digital do aluno na função “Piloto em Instrução”.

      Ressalta-se que, caso haja a necessidade de um safety pilot e este seja o comandante, este deverá proceder da mesma forma: lançar o voo como “Instrutor voo” e especificar, no campo observação, as seguintes informações: “Safety pilot no voo cheque (licença/habilitação) + nome do candidato + CANAC do candidato + nome do examinador + CANAC do examinador”.

  • Onde encontro informações sobre a CIV Digital?
  • A CIV Digital é de uso obrigatório?
    • Sim.

  • Ao utilizar a CIV Digital, estou dispensado de preencher a CIV em papel?
  • Como devem ser lançados na CIV Digital os treinamentos realizados em Dispositivo de Treinamento para Simulação de Voo (FSTD)?
    • Os treinamentos realizados em FSTD devem ser lançados por sessão. Além disso, devem seguir a mesma lógica das instruções em aeronave – ou seja, devem ser lançados pelo instrutor (função “Instrutor Voo”) e confirmados pelo aluno (na função “Piloto em Instrução”).

      Portanto, com exceção das sessões de FSTD realizadas até o dia 26/08/2018 (inclusive), o responsável pelo lançamento será o instrutor do voo. Caberá ao aluno apenas confirmar os registros lançados.

  • Como registro um voo na função “Piloto em Instrução” realizado após a vigência da IS 61-001 Rev B (ou seja, a partir de 27/08/2018)?
    • Quem deverá realizar esse lançamento é o instrutor de voo, e não o aluno. Uma vez que o instrutor de voo tenha registrado o voo eu sua própria CIV Digital (função “Instrutor Voo”) e indicado o CANAC do aluno, o voo será exibido como “Rascunho” tanto na CIV Digital do Instrutor (na função “Instrutor Voo”) quanto na CIV Digital do aluno indicado (na função “Piloto em Instrução”). O aluno, por sua vez, deverá confirmar o registro por meio do botão “Enviar” (localizado à direita da linha em que se encontra o voo). Após enviada a confirmação, o registro aparecerá com o status  “Cadastrado” tanto na CIV Digital do instrutor quanto na CIV Digital do aluno.

  • Como registro um voo na função “Piloto em Instrução” realizado antes da vigência da IS 61-001 Rev B (ou seja, até o dia 26/08/2018)?
    • Os voos realizados até o dia 26/08/2018 (inclusive) são registrados de forma independente pelo instrutor (função “Instrutor Voo”) e pelo aluno (função “Piloto em Instrução”) em suas respectivas CIV Digitais. Dessa forma, o aluno será o responsável por preencher e confirmar em sua CIV Digital os voos que realizou até o dia 26/08/2018.

  • Como registro um voo realizado após a vigência da IS nº 61-001 na função “Instrutor Voo” (ou seja, um voo realizado a partir do dia 27/08/2018)?
    • O instrutor de voo deve lançar os dados do voo em sua própria CIV Digital, selecionando a função “Instrutor Voo” e indicando o CANAC do aluno que recebeu a instrução. Em seguida, deverá clicar em “Salvar Rascunho”. A partir desse momento, o voo será exibido como “Rascunho” na CIV Digital do Instrutor (na função “Instrutor Voo”) e na CIV Digital do aluno indicado (na função “Piloto em Instrução”).

      O aluno deverá confirmar o registro a partir do botão “Enviar”, localizado à direita da linha em que se encontra o voo. Apenas após essa confirmação o registro aparecerá com o status “Cadastrado” nas CIVs Digitais do aluno e do instrutor.

  • Como registro um voo realizado antes da vigência da IS nº 61-001 Rev B na função “Instrutor Voo” (ou seja, realizado até o dia 26/08/2018)?
    • Os voos realizados até o dia 26/08/2018 (inclusive) devem ser registrados de forma independente pelo instrutor (função “Instrutor Voo”) e pelo aluno (na função “piloto em instrução”) em suas respectivas CIV Digitais. Assim, o próprio instrutor será o responsável por preencher e confirmar os voos realizados até o dia 26/08/2018 em sua CIV Digital.