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Transporte aéreo tem prejuízo de R$ 397,3 milhões no 1º trimestre de 2019

Diante de alta de combustíveis e taxa de câmbio, custos do setor subiram 15,5% no período
publicado: 09/08/2019 16h14, última modificação: 09/08/2019 16h14

As quatro principais empresas brasileiras que ofertaram transporte aéreo público de passageiros no primeiro trimestre de 2019 (Gol, Latam, Azul e Avianca) registraram prejuízo líquido total de R$ 397,3 milhões, o equivalente a uma margem líquida negativa de 3,7%. Um ano antes, no mesmo período de 2018, as quatro operadoras haviam obtido lucro líquido de R$ 211,8 milhões, com margem positiva de 3,4%.

Com relevante influência nos custos operacionais do transporte aéreo, combustíveis e taxa de câmbio mantiveram-se sob tendência de alta no primeiro trimestre de 2019, na comparação com igual período do ano anterior, subindo, respectivamente, 10,8% e 16,2%. No agregado, custos e despesas operacionais de serviços aéreos públicos somaram, nos primeiros três meses do ano, R$ 10,4 bilhões, valor 15,5% maior que os R$ 9,1 bilhões do mesmo período de 2018.

No primeiro trimestre de 2019, combustíveis corresponderam a 31,7% dos custos e despesas operacionais agregados do setor.

Resultado por empresa

Das quatro empresas aéreas (com participação de mercado relevante) que integraram as demonstrações contábeis do 1º trimestre de 2019 consolidadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), apenas a Azul apurou lucro líquido no período, atingindo R$ 211,8 milhões, com variação positiva de 85,4% em relação ao 1º trimestre de 2018, e margem líquida de 8,3%.

Entre janeiro e março de 2019, Gol, Avianca e Latam registraram, respectivamente, prejuízo líquido de R$ 66,4 milhões, R$ 118,4 milhões e R$ 424,4 milhões, com margem líquida negativa de -2,2% (Gol), -11,7% (Avianca) e -10,2% (Latam).

No 1º trimestre, a receita operacional líquida agregada das quatro empresas apresentou acréscimo de 8,9% em relação àquela apurada no mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 10,7 bilhões. Já os custos dos serviços prestados tiveram aumento de 16,8%, atingindo R$ 9,2 bilhões. Assim, com o incremento dos custos dos serviços em percentual maior do que o crescimento da receita operacional, o lucro bruto conjunto das quatro empresas caiu 23%, passando de R$ 1,9 bilhão no 1º trimestre de 2018 para R$ 1,5 bilhão em igual período de 2019.

O Ebit (do inglês Earnings Before Interest and Taxes) das quatro empresas piorou, saindo de R$ 766,1 milhões e margem Ebit positiva de 7,8% no 1º trimestre de 2018 para R$ 234,7 milhões e margem Ebit positiva de 2,2% em 2019.

Metodologia Demonstrações Contábeis

Em cumprimento à Resolução nº 342/2014, as empresas brasileiras de transporte aéreo público com participação de mercado relevante devem apresentar as suas demonstrações contábeis à ANAC. As demonstrações contábeis trimestrais devem ser apresentadas pelas empresas com participação igual ou superior a 1% em termos de passageiros quilômetros pagos transportados (RPK) doméstico ou internacional. Já as anuais devem ser apresentadas por aquelas com participação igual ou superior a 1% do RPK ou das toneladas quilômetros pagos transportados (RTK) no mercado doméstico ou internacional.

As demonstrações contábeis correspondentes ao exercício social encerrado em 2017 (cinco principais empresas aéreas brasileiras) e as demonstrações contábeis correspondentes ao 1º trimestre de 2018 (quatro principais empresas aéreas brasileiras) estão disponíveis na seção Dados e Estatísticas, Mercado do Transporte Aéreo do portal da ANAC na internet e também podem ser acessadas pelo link http://www.anac.gov.br/assuntos/dados-e-estatisticas/demonstracoes-contabeis/demonstracoes-contabeis-de-empresas-aereas-brasileiras.

 

Assessoria de Comunicação Social da ANAC
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