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Aviação civil internacional e a qualidade do ar local

publicado 04/03/2016 13h39, última modificação 12/03/2016 19h08

Os gases que são emitidos por aeronaves nas vizinhanças de um determinado aeroporto em altitudes abaixo de 3000 pés influenciam na qualidade do ar local. Os principais poluentes que afetam a qualidade do ar local são monóxido de carbono (CO), materiais particulados (PM), óxidos nitrosos (NOx) e hidrocarbonetos voláteis.

Do ponto de vista internacional, o assunto é tratado visando reduzir as emissões na fonte poluidora para os novos projetos de aeronaves, por meio dos níveis de restrição aprovados nos padrões de certificação de emissões (Anexo 16 da Convenção, volume II). Como no caso do ruído, a OACI também estabelece cronogramas de metas para retirada de produção de motores que não atinjam os limites estabelecidos.

Como os fabricantes de aeronaves, os fabricantes de motores também responderam aos novos níveis, realizando investimentos em pesquisa e desenvolvimento, trazendo novas soluções de propulsão que atendem os níveis de restrição.

A adoção de motores turbofan permitiu que as aeronaves mantivessem (ou até melhorassem) o seu desempenho, mas reduzindo tanto o ruído quanto a emissão de poluentes e o consequente consumo de combustível. A melhoria nos combustores levou a uma redução de 20% a 40% na emissão de NOx. Com boa parte da tração vinda do ar frio empurrado pelo fan, uma quantidade menor de ar é enviada para queima no combustor e, por conseguinte, menor é o consumo de combustível.

De fato, a eficiência no consumo de combustíveis das aeronaves aumentou em cerca de 70%, e destes 70% aproximadamente a metade se deve exclusivamente a melhorias nos motores. Hoje em dia, aproximadamente 0.5% de todo o ar que passa pelo motor é ejetado em forma de poluição.